Efeito de Agroquímicos à
Base de Óleo Mineral e Vegetal sobre a Viabilidade dos Fungos Entomopatogênicos
Beauveria bassiana (Bals.) Vuillemin, Metarhizium anisopliae (Metsch.)
Sorokin e Paecilomyces sp. Bainier
Effect of Agrochemicals Based on Vegetable and Mineral Oil on
the Viability of Entomopathogenic Fungi Beauveria bassiana (Bals.)
Vuillemin, Metarhizium anisopliae (Metsch.) Sorokin and Paecilomyces
sp. Bainier
ABSTRACT - Many phytosanitary products have either vegetable
or mineral oils as active ingredients or adjuvants. However, there are
few papers that investigated the effects of these products on entomopathogenic
fungi. Most studies refer to the use of oils as adjuvants in entomopathogen
formulations with entomopathogens, and not as adjuvants in the tank mix.
The objective of this study was to verify the compatibility of the entomopathogenic
fungi Beauveria bassiana (Bals.) Vuillemin, Metarhizium anisopliae
(Metsch.)
Sorokin, and Paecilomyces sp. Bainier with agrochemicals based on
mineral and vegetable oil in the tank mixes. Fourteen products were tested
at their average recommended field rates. Conidial viability was estimated
based on the percentage of germinated conidia and the number of colony-forming
units (CFU). The commercial pesticides Assist, Attach, Agnique CSO 40-B,
Agnique ESO 81-B Dytrol, Iharol, Joint Oil, Max Óleo, Natur Óleo,
Nimbus and Veget Oil did not affect germination of the
B. bassiana
isolate CG 432. Attach, Agnique CSO 40-B, Dash, Dytrol, Agnique ESO 81-B,
Natur Óleo and Veget Oil were compatible with
M. anisopliae
isolate UEL 50 and OPPA, Nimbus and Assist was compatible to Paecilomyces
sp. isolate UNI 31. Therefore, the selected oils can be used in tank mixes
with conidia of tested entomopathogenic fungi without any risk of detrimental
effects.
KEY WORDS - Microbial control, biological control, compatibility,
adjuvants
RESUMO - Diversos produtos fitossanitários possuem óleos,
tanto de origem vegetal como mineral, como ingrediente ativo ou em suas
formulações. Entretanto poucos são os trabalhos que
avaliaram os efeitos destes produtos sobre fungos entomopatogênicos.
A maioria dos estudos foi realizada com a utilização dos
óleos como adjuvantes em formulações de entomopatógenos,
e não como adjuvantes em calda para pulverização.
Este trabalho teve como objetivo verificar a compatibilidade dos fungos
entomopatogênicos Beauveria bassiana (Bals.) Vuillemin, Metarhizium
anisopliae (Metsch.) Sorokin e Paecilomyces sp. Bainier com
agroquímicos à base de óleo mineral e vegetal, quando
empregados conjuntamente em caldas. Foram testados 14 produtos utilizando
a concentração média recomendada pelo fabricante.
A viabilidade dos conídios foi avaliada através da porcentagem
de conídios germinados e unidades formadoras de colônia (UFC).
Os produtos Assist, Attach, Agnique CSO 40-B, Agnique ESO 81-B Dytrol,
Iharol, Joint Oil, Max Óleo, Natur Óleo, Nimbus e Veget Oil
foram compatíveis com o isolado CG 432 de B. bassiana. Os
produtos Attach, Agnique CSO 40-B, Dash, Dytrol, Agnique ESO 81-B, Natur
Óleo e Veget Oil foram compatíveis com o isolado UEL 50 de
M.
anisopliae. OPPA, Nimbus e Assist podem ser utilizados em conjunto
com o isolado UNI 31 de Paecilomyces sp. Portanto, os óleos
selecionados podem ser adicionados a caldas de pulverização
contendo conídios dos fungos entomopatogênicos avaliados sem
riscos de efeitos deletérios.
O uso associado do controle químico com
o biológico tem sido utilizado nos programas de Manejo Integrado
de Pragas (MIP); entretanto, um dos grandes problemas gerados pela utilização
de produtos fitossanitários é a falta de seletividade desses
produtos aos agentes de controle biológico como predadores, parasitóides
e entomopatógenos (Silva & Neves
2005).
Entre os entomopatógenos, os fungos Beauveria bassiana (Bals.)
Vuillemin, Metarhizium anisopliae (Metsch.) Sorokin, e Paecilomyces
sp. Bainier têm sido amplamente utilizados no controle de insetos-pragas,
principalmente pela sua fácil produção em larga escala.
Em geral, estes fungos são empregados na forma de conídios
puros ou em conjunto com arroz que é o substrato utilizado para
a produção massal (Alves &
Pereira 1989). A aplicação, que é geralmente efetuada
por pulverização tendo como principal diluente a água,
é dificultada em função da natureza hidrofóbica
da superfície conidial de inúmeros fungos entomopatogênicos
(Boucias et al. 1988). Dessa forma,
diferentes produtos devem ser adicionados à calda, não somente
para permitir a suspensibilidade e dispersão em veículo apropriado,
mas também para aumentar a deposição, espalhamento,
molhamento, adesão, retenção e toxicidade sobre o
alvo para qual é dirigido (Costa et
al. 2003).
Os óleos emulsionáveis são boa alternativa de utilização
como adjuvante na calda de pulverização, pois se misturam
com água, permitindo a aplicação do micoinseticida
com equipamentos convencionais já utilizados pelos produtores rurais
(Alves et al. 2000), além da
possibilidade em aumentar a infectividade do fungo (Alves
et
al. 1998a). Os óleos também têm a vantagem
de promover excelente adesão na cutícula hidrofóbica
do inseto (Prior & Jollands 1988).
Muitos são os produtos fitossanitários que possuem óleos
nas suas formulações, tanto de origem vegetal como mineral,
utilizados como inseticidas, acaricidas, fungicidas, herbicidas e espalhantes
adesivos. Entretanto, alguns destes produtos podem influenciar os microrganismos,
como no caso dos fungos entomopatogênicos, nos quais o crescimento
vegetativo, a viabilidade e a esporulação, ou até
mesmo a composição genética podem ser modificadas,
alterando a sua virulência (Alves et
al. 1998b).
Os estudos de compatibilidade entre produtos fitossanitários
e fungos entomopatogênicos são ferramentas indispensáveis
ao MIP, contribuindo para a preservação destes patógenos
e, consequentemente, mantendo o equilíbrio ambiental dentro do sistema
agrícola (Norris et al. 2003),
sendo a germinação considerada como o principal fator a ser
avaliado nestes testes (Anderson &
Roberts 1983; Hirose et al. 2001;
Neves
et
al. 2001; Silva & Neves 2005).
Este trabalho teve como objetivo verificar o efeito de agroquímicos
à base de óleos minerais e vegetais sobre a viabilidade dos
fungos entomopatogênicos Beauveria bassiana, Metarhizium
anisopliae e Paecilomyces sp.
Material e Métodos O estudo foi realizado no Laboratório de Controle Microbiano
de Insetos do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina,
utilizando conídios dos isolados CG 432 de B. bassiana, UEL 50 de
M. anisopliae e UNI 31 de Paecilomyces sp. após dez dias de cultivo
em meio sólido Batata-Dextrose-Ágar (BDA).
Foram testados 14 produtos (Tabela 1) utilizando-se
a concentração média recomendada pelo fabricante para
300L ha-1, que foram determinadas pela média das concentrações
do produto indicadas para as diferentes culturas/misturas.
Tabela 1. Nome comercial, classe,
natureza, composição química, concentração
de ingrediente ativo (IA), empresa e concentração dos agroquímicos
avaliados.
A viabilidade dos conídios foi avaliada mediante a estimativa
da porcentagem de conídios germinados e unidades formadoras de colônia
(UFC), sendo o único método de contato entre os fungos e
os produtos, a mistura em calda, uma vez que o objetivo foi o de estudar
a compatibilidade quando aplicados em conjunto.
Para avaliar a porcentagem de germinação dos conídios,
uma suspensão de 1 × 108 conídios mL-1 foi
adicionada à calda do produto (9 mL) e mantida em repouso por 1
h. Após este período, 0,1 mL da mistura contendo o produto
e os conídios (1 × 107 conídios mL-1) foi
plaqueado com alça de Drigalski em meio de cultura BDA. Após
a inoculação as placas foram incubadas durante 24 h em câmara
climatizada a 25°C e fotofase de 12 h. Após a incubação,
a contagem dos conídios foi realizada dividindo-se as placas em
quatro quadrantes e contando no mínimo 100 conídios por quadrante
entre aqueles germinados e não germinados.
Para quantificação das UFC, adicionou-se 1 mL de
uma suspensão contendo 1 × 104 conídios
mL-1 em 9 mL da calda de cada produto seguido por repouso por 1 h. Após
esse período, 0,1 mL da mistura contendo 1 × 103
conídios mL-1 foi espalhado em placas de Petri com 9 cm de diâmetro,
contendo BDA. As placas foram incubadas durante sete dias para B. bassiana
e M. anisopliae e 5 dias para Paecilomyces sp em câmara climatizada
sob as condições anteriormente mencionadas, quando o número
de UFC em cada placa foi avaliado.
Em todos os estudos o delineamento experimental foi o inteiramente ao
acaso com cinco repetições. Os dados de viabilidade de conídios
foram submetidos à análise de variância e as médias
comparadas pelo Teste de Tukey a
= 5% .
Resultados e Discussão A porcentagem de germinação dos conídios de B.
bassiana misturados em calda contendo os produtos Nortox e Oppa foi significativamente
menor (F = 25,23; gl = 14, 54; P < 0,05) que a porcentagem
dos conídios misturados com os demais produtos e inferior à
testemunha (Tabela 2). Este resultado difere dos observados
por Batista Filho et al. (1994),
que estudando o efeito da associação de B. bassiana
com o óleo mineral Oppa, incorporado a uma pasta contendo arroz,
fungo e água no controle do coleóptero
Cosmopolites sordidus,
observaram taxas de germinação acima de 95%. Por outro lado,
estes resultados são condizentes com os resultados observados por
Luz
et
al. (1999), que utilizando o óleo Assist como emulsificante
para formulação B. bassiana no controle do percevejo Triatoma
infestans verificaram níveis de germinação acima
de 98% após a incubação dos conídios durante
24 h em meio de cultura contendo o óleo.
Tabela 2. Média e erro
padrão (± EP) da porcentagem de germinação
(24 h) e número de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) (5
dias) de Beauveria bassiana após mistura com diferentes óleos
(25 ± 1,0°C e fotofase de 12 h).
Produtos
Germinação (%)
UFC
Agnique CSO-40 B
92,5 ± 1,79 AB
92,0 ± 2,27 A
Agnique ESO 81-B
95,0 ± 1,16 A
93,8 ± 1,98 A
Assist
96,0 ± 1,23 A
94 ,0 ± 4,38 A
Attach
95,8 ± 1,29 A
86,7 ± 1,93 A
Dash
84,5 ± 2,26 B
93,0 ± 2,31 A
Dytrol
93,9 ± 1,92 A
87,0 ± 1,68 A
Iharol
96,1 ± 1,22 A
88,2 ± 2,10 A
Joint Oil
93,6 ± 1,22 A
94,2 ± 4,25 A
Max Óleo
97,7 ± 0,89 A
93,6 ± 2,91 A
Natur Óleo
94,5 ± 0,79 A
97,8 ± 2,20 A
Nimbus
96,9 ± 0,90 A
88,2 ± 1,93 A
Nortox
76,0 ± 2,39 C
95,4 ± 2,70 A
Oppa
67,61 ± 6,97 C
92,4 ± 3,15 A
Veget Oil
94,2 ± 2,51 A
98,2 ± 1,36 A
Testemunha
96,3 ± 1,00 A
97,6 ± 1,50 A
CV (%)
3,93
5,81
Médias seguidas da mesma letra na coluna não
diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey ao nível de
= 0,05; CV = coeficiente de variação.
De acordo com Silva & Neves (2005),
a avaliação das UFC, além de indicar um possível
atraso ou inibição da germinação (quando a
porcentagem de redução das UFC for menor que a da germinação),
ou uma possível inibição do crescimento vegetativo
(quando a porcentagem de redução das UFC for maior que os
valores observados no teste de germinação).
O número de UFC de B. bassiana não diferiu significativamente
(F = 2,18; gl = 14, 51; P > 0,05) entre os tratamentos, inclusive
em relação à testemunha (Tabela 2).
Os produtos Óleo Vegetal Nortox e Oppa retardaram a germinação
conidial, mas não afetaram a capacidade germinativa destes propágulos.
A porcentagem de germinação de M. anisopliae misturado
com os diferentes produtos mostrou que somente na mistura com Oppa foi
significativamente inferior à testemunha (F = 2,73; g l =
14, 59; P < 0,05) (Tabela 3). Embora estatisticamente
significativa, a perda observada é de pouco significado prático,
uma vez que a taxa de germinação continuou superior a 93%.
Quanto ao número de UFC, os produtos Max Óleo, Joint Oil,
Nortox, Iharol, Nimbus e Oppa apresentaram resultados significativamente
inferiores à testemunha (F = 5,79; gl = 14, 35; P
< 0,05) (Tabela 3). Esta constatação
pode ser um indicativo de inibição no crescimento vegetativo
como sugerido por Silva & Neves, 2005,
já que a germinação nestas misturas não foi
afetada.
Tabela 3. Média e erro
padrão (± EP) da porcentagem de germinação
(24 h) e número de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) (5
dias) de Metarhizium anisopliae após mistura com diferentes
óleos (25 ± 1,0°C e fotofase de 12 h).
Produtos
Germinação (%)
UFC
Agnique CSO-40 B
98,0 ± 0,88 A
60,7 ± 1,76 ABC
Agnique ESO 81-B
98,50 ± 0,51 A
56,5 ± 1,66 ABCD
Assist
96,3 ± 0,64 AB
61,3 ± 2,03 ABC
Attach
96,6 ± 1,01 AB
61,3 ± 2,03 ABC
Dash
96,5 ± 0,27 AB
58,7 ± 1,65 ABC
Dytrol
97,5 ± 0,72 A
59,3 ± 2,60 ABC
Iharol
98,1 ± 0,70 A
52,3 ± 2,33 CD
Joint Oil
97,4 ± 0,78 A
51,3 ± 1,76 CD
Max Óleo
97,19 ± 0,36 AB
47,0 ± 1,73 D
Natur Óleo
96,8 ± 0,92 AB
56,0 ± 0,91 ABCD
Nimbus
97,5 ± 1,25 A
54,0 ± 3,46 CD
Nortox
95,2 ± 1,61 AB
52,25 ± 3,37 CD
Oppa
93,1 ± 0,90 B
55,0 ± 2,68 BCD
Veget Oil
96,9 ± 0,63 AB
66,3 ± 2,22 AB
Testemunha
98,4 ± 0,59 A
67,3 ± 2,73 A
CV (%)
1,92
7,17
Médias seguidas da mesma letra na coluna não
diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey ao nível de
= 0,05; CV = coeficiente de variação.
A porcentagem de germinação de Paecilomyces sp.
(Tabela 4) não diferiu significativamente (F = 2,88; gl =
14, 58; P > 0,05) entre os tratamentos, exceto para o óleo
Vegetal Nortox que continuou com a taxa de germinação elevada,
superior a 92%. Entretanto, o número de UFC na testemunha foi significativamente
superior às misturas com os produtos OPPA, Nimbus, Joint Oil, Assist
e Dytrol (F = 18,15; gl = 14, 46; P < 0,05), constatando
uma provável inibição no crescimento vegetativo assim
como para M. anisopliae.
Tabela 4. Média e erro
padrão (± EP) da porcentagem de germinação
(24 h) e número de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) (5
dias) de Paecilomyces sp. após mistura com diferentes óleos
(25 ± 1,0°C e fotofase de 12 h).
Produtos
Germinação (%)
UFC
Agnique CSO-40 B
93,9 ± 2,14 AB
68,5 ± CDEF
Agnique ESO 81-B
96,0 ± 0,94 AB
56,0 ± 3,94 F
Assist
99,0 ± 0,33 AB
78,8 ± 1,83 ABCD
Attach
96,4 ± 0,81 AB
64,2 ± 1,80 EF
Dash
98,4 ± 1,29 AB
72,5 ± 4,17 BCDE
Dytrol
96,9 ± 0,85 AB
75,7 ± 2,13 ABCD
Iharol
98,3 ± 0,78 AB
66,4 ± 1,29 DEF
Joint Oil
98,9 ± 0,29 AB
79,5 ± 1,07 ABC
Max Óleo
95,4 ± 1,18 AB
56,0 ± 1,78 F
Natur Óleo
96,4 ± 0,66 AB
62,3 ± 0,33 EF
Nimbus
95,5 ± 1,94 AB
82,5 ± 0,65 AB
Nortox
92,5 ± 1,97 B
64,2 ± 1,70 EF
Oppa
93,6 ± 2,17 AB
86,0 ± 2,08 A
Veget Oil
98,6 ± 0,80 AB
62,7 ± 4,84 EF
Testemunha
99,8 ± 0,12 A
90,5 ± 2,84 A
CV (%)
2,97
7,14
Médias seguidas da mesma letra na coluna não
diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey ao nível de
= 0,05; CV = coeficiente de variação.
Os produtos Assist, Attach, Agnique CSO 40-B, Agnique ESO 81-B Dytrol,
Iharol, Joint Oil, Max Óleo, Natur Óleo, Nimbus e Veget Oil
podem ser considerados compatíveis com o fungo entomopatogênico
B.
bassiana. Para M. anisopliae somente foram compatíveis
os produtos Attach, Agnique CSO 40-B, Dash, Dytrol, Agnique ESO 81-B, Natur
Óleo e Veget Oil. Para Paecilomyces sp. os produtos OPPA,
Nimbus e Assist podem ser utilizados em misturas de tanque. O isolado CG
432 de B. bassiana foi o que apresentou a viabilidade menos afetada
pelos óleos testados e o isolado UNI 31 de Paecilomyces sp.
mostrou-se mais suscetível aos óleos.
Importante ressaltar que os resultados obtidos no presente trabalho
não devem ser extrapolados para a formulação de fungos
entomopatogênicos com o emprego de óleos em sua composição,
uma vez que o contato entre o fungo e o óleo seria consideravelmente
maior.
Agradecimentos Os autores agradecem às empresas citadas pela doação
das amostras dos produtos para realização deste trabalho.
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