1 Depto. Fitossanidade, Universidade Federal de Pelotas.
C. Postal 354, 96010-900, Pelotas, RS.
2 Depto. Entomologia, Universidade Federal de Lavras.
C. Postal 37, 37200-000, Lavras, MG.
3 Embrapa Uva e Vinho, C. Postal 130, 95700-000, Bento
Gonçalves, RS. E-mail: marcos@cnpuv.embrapa.br
Monitoring of Grapholita molesta (Busck) (Lepidoptera:
Tortricidae) on Peaches with Synthetic Sexual Pheromone
ABSTRACT - Oriental fruit moth, Grapholita molesta (Busck),
is one of the most important peach pests. In Brazil, two commercial formulations
of sexual pheromone for oriental fruit moth are used in delta traps to
monitor this pest in peach orchards. The traps are positioned at 1.6 to
1.8 m of height from the ground level with replacement of the lures every
6 weeks. However, this information was adapted from other countries and
no local research was done to validate these recommendations. Therefore,
we conducted field experiments to evaluated the influence of the format,
coloration and position the traps baited with synthetic sexual pheromone
of oriental fruit moth, as well as the effectiveness time of two commercial
formulations [Z8, 12 Ac + E8, 12 Ac + Z8, 12OH (95:5:1) e Z8, 12 Ac + E8,
12 Ac + Z8, 12OH + 12 OH (17:1.2:2:1)] in the capture of G. molesta
in peach orchards, from December 2002 to January 2003. The wing trap was
more effective in male catches than delta trap. The position of the traps
between 0.5 to 2.5 m above ground level had no effect on male attraction.
Delta traps of green, yellow, white, red and blue colors did not differ
on male catches of G. molesta. Both formulations of sexual pheromones
were equivalent in capturing males of the oriental fruit moth, with effectiveness
for up to120 days in the field.
KEY WORDS - oriental fruit moth, sexual pheromone, monitoring
RESUMO - A mariposa oriental, Grapholita molesta (Busck),
é considerada uma das principais pragas do pessegueiro. No Brasil,
duas formulaçÕes comerciais de feromônios sintéticos
para a mariposa oriental são utilizadas para o monitoramento dessa
praga. As armadilhas delta são posicionadas entre 1,6 a 1,8 m de
altura do solo, com substituição do atrativo a cada seis
semanas. Contudo, estas informações foram adaptadas de outros
países e pesquisas para a validação desta recomendação
no Brasil são inexistentes. Sendo assim, neste trabalho foram avaliados
o efeito do formato, da coloração e do posicionamento de
armadilhas iscadas com feromônio sexual sintético, bem como
o tempo de efetividade de duas formulações comerciais de
feromônios [Z8, 12 Ac + E8, 12 Ac + Z8, 12OH (95:5:1) e Z8, 12 Ac
+ E8, 12 Ac + Z8, 12OH + 12 OH (17:1,2:2:1)] na captura de G. molesta
em pomares de pessegueiro, de dezembro de 2002 a janeiro de 2003. O modelo
de armadilha "Wing Trap" foi mais eficiente na captura de machos que o
modelo "Delta". O posicionamento da armadilha entre 0,5 m e 2,5 m acima
do nível do solo não afetou o número de insetos capturados.
Armadilhas delta nas cores verde, amarela, azul, branca, verde e vermelha
não diferiram entre si na captura de G. molesta. As formulações
comerciais do feromônio sexual sintético testadas foram equivalentes
quanto à captura de machos da mariposa oriental, mantendo-se efetivas
por um período de até 120 dias.
A mariposa oriental, Grapholita molesta
(Busck) (Lepidoptera: Tortricidae), é considerada uma das principais
pragas do pessegueiro no Brasil (Carvalho 1990,
Hickel
& Ducroquet 1998). Para o monitoramento da espécie são
recomendadas armadilhas iscadas com sucos de frutas ou o uso de feromônio
sexual sintético (Carvalho 1990, Hickel
& Ducroquet 1998, Salles 1998). Devido
à facilidade de emprego e especificidade, as armadilhas iscadas
com feromônio sexual sintético têm sido de fundamental
importância para implantação de programas de manejo
integrado de G. molesta em diferentes países, permitindo
identificar os locais onde a praga está presente (Rubio
et
al. 1990); conhecimento da flutuação populacional
dos adultos (Hickel & Ducroquet 1998);
estimativa de dano nas diferentes gerações (Nuñes
& Paullier 1995) e tomada de decisão do momento para se
interferir com medidas de controle (Salles 1998,
Visigalli
et
al. 2000).
No Brasil, o uso comercial de feromônios para o monitoramento
de pragas em diferentes culturas ainda tem sido uma prática pouco
explorada (Bento 2001). No caso da mariposa oriental,
são empregadas duas formulações de feromônios
sintéticos: Biografolita® (Biocontrole Métodos
de Monitoramento e Controle de Pragas, São Paulo, SP) e Isca Lure
Grafolita® (Isca Tecnologias, Ijuí, RS). As armadilhas
são posicionadas entre 1,6 a 1,8 m de altura do solo, com substituição
do atrativo a cada seis semanas (Hickel
& Ducroquet 1998, Salles 1998). Entretanto,
fatores como forma, coloração, disposição das
armadilhas, formulação do feromônio e tempo de exposição
dos atrativos no campo, que comprovadamente influenciam quanto ao número
de insetos capturados nas armadilhas (Rothschild
& Minks 1977, Childers et al.
1979, Timmons & Potter 1981,
Aliniazze
1983, Ahmad 1987, Knodel
& Agnello 1990) não foram avaliados nas condições
brasileiras.
O estabelecimento de parâmetros para o emprego dos compostos disponíveis
no Brasil, como altura de posicionamento, modelo e cor da armadilha, bem
como a formulação e durabilidade do feromônio sexual
no campo são fundamentais para definir um sistema de monitoramento
da praga e conseqüentemente, estabelecer o momento de controle. Neste
trabalho foi avaliada a eficiência de duas formulações
comerciais do feromônio sexual sintético de G. molesta, estabelecendo-se
o período de atividade dos atrativos no campo e a influência
do modelo, da cor e do posicionamento das armadilhas na captura de machos
da mariposa oriental na cultura do pessegueiro.
Material e Métodos Os experimentos foram conduzidos em Bento Gonçalves, RS (latitude
29o 07E Sul, longitude 51o 26E Oeste e altitude
aproximada de 725 m) em pomares comerciais de pessegueiro do cultivar Chiripá
em produção, com área de 1 ha cada, plantados em 1996
no espaçamento 4 m x 6 m, altura das plantas de 3 m, com infestação
natural de G. molesta, no período de dezembro de 2002 a janeiro
de 2003.
A influência da forma da armadilha na captura de machos de G.
molesta foi avaliada a partir de duas versões do modelo Delta,
sendo a "Delta Trap" (Isca Tecnologias Ltda., Ijuí, RS) com 10 cm
de altura x 19,5 cm de largura x 28,4 cm de comprimento e área de
fundo adesivo correspondente a 385,3 cm2 e a Delta confeccionada
com embalagem Tetra Pak® (armadilha alternativa) com 8,3
cm de altura x 10,5 cm de largura x 23 cm de comprimento e área
de fundo adesivo equivalente a 151,8 cm2. Além dessas
versões, foi avaliado o modelo "Wing Trap" (Trecé, Adair,
Oklahoma, EUA) com 12 cm de altura x 22 cm de largura x 26 cm de comprimento
e área de fundo adesivo correspondente a 292,1 cm2.
O efeito da cor da armadilha na captura de machos foi avaliado utilizando-se
armadilhas modelo "Delta Trap". A cor foi medida por meio de equipamento
colorímetro Minolta CM-508d (Minolta Corporation, Osaka, Japão).
Os valores de L indicam a claridade e variam de 100 (branco) a 0 (preto);
as coordenadas a e b indicam a direção da cor: -a é
a direção do verde e +a é a direção
do vermelho; -b é a direção do azul e +b é
a direção do amarelo. As cores avaliadas foram: vermelha
(L = 40,56; a = 34,02; b = 14,24; % de reflectância (% RM) máximo
em 640 nm), amarela (L = 63,35; a = 0,71; b = 46,35; % RM em 560 nm), verde
(L = 38,90; a = -16,31; b = 0,08; % RM em 520 nm), branca (L = 79,96; a
= -1,53; b = -0,67; % RM em 460 nm) e azul (L = 55,23; a = -15,05; b =
-38,70; % RM em 460 nm). As armadilhas de coloração amarela,
branca e vermelha foram obtidas diretamente da fábrica (Isca Tecnologias
Ltda., Ijuí, RS) enquanto que a azul e verde foram pintadas com
tinta esmalte sintética, tendo por referência o azul "Q 1320"
(Novacor, Globo Tintas, São Paulo, SP) e o verde (Metalatex, Sherwin
Williams do Brasil Ind. e Com. Ltda., São Paulo, SP). Depois de
pintadas, estas foram deixadas à sombra por 30 dias para secagem
antes da instalação do experimento.
A influência da altura das armadilhas na captura de machos de
G.
molesta foi avaliada com armadilhas "Delta Trap" posicionadas nas plantas
a 0,5; 1,0; 1,5; 2,0 e 2,5 m acima do nível do solo.
Avaliou-se também o efeito do período de exposição
em campo dos septos contendo o feromônio sexual sintético
Iscalure Grafolita® [Z8, 12 Ac + E8, 12 Ac + Z8, 12OH 95:5:1]
(Isca Tecnologias Ltda., Ijuí, RS) e Bio Grapholita®
[Z8, 12AC + E8, 12 Ac + Z8, 12OH + 12 OH (17:1,2:2:1)] (Biocontrole Métodos
de Controle de Pragas Ltda., São Paulo, SP) na captura de machos
da mariposa oriental. No momento da instalação, os liberadores
contendo o feromônio sexual sintético estavam com 0, 40, 80
e 120 dias de exposição em pomar de pessegueiro, no interior
de armadilhas Delta. Durante o período de exposição
no campo, as temperaturas médias máxima e mínima foram
de 22,8 oC e 13,7 oC, respectivamente. O delineamento
experimental foi de blocos ao acaso no esquema fatorial (4x2), sendo quatro
períodos de exposição e duas formulações
do feromônio.
Os trabalhos foram conduzidos no delineamento de blocos ao acaso, com
dez repetições para o experimento que avaliou o tipo de armadilha,
seis repetições para o de coloração e altura
da armadilha e quatro repetições para o período de
exposição dos septos. Em todos os experimentos, foi adaptado
na base de cada armadilha um fundo de papel rígido contento cola
para imobilizar as mariposas atraídas. As armadilhas foram posicionadas
nas plantas a 1,7 m do nível do solo (Hickel
& Ducroquet 1998, Salles 1998) exceto
as do experimento que avaliou a altura. Todas as armadilhas foram colocadas
com as aberturas na direção do vento predominante sendo distanciadas
30 m entre si, objetivando impedir a competição na atração
dos machos entre os liberadores (Reggiori, 2003, Comunicaçao pessoal)4.
Em cada experimento foi avaliado o número de machos de G.
molesta capturado a cada três dias, mediante a rotação
das armadilhas seqüencialmente entre si no interior do pomar (bloco),
durante o período de avaliação. O número de
machos (y) capturados em cada armadilha foi transformado em
e submetido à análise de variância comparando-se as
médias pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.
Resultados e Discussão No experimento que avaliou os tipos de armadilha, foram capturados
390 machos adultos da mariposa oriental, sendo que o modelo "Wing Trap"
(205 machos) foi 1,7 e 3,2 vezes mais eficiente que as armadilhas Delta
(121 machos) e Delta Tetra Pak® (64 machos), respectivamente,
com média de captura diferindo significativamente (F = 14,93;
gl = 2, 95; P > 0,05) das demais (Fig 1). A
armadilha Delta (385,3 cm2 de superfície adesiva) foi
mais eficiente na captura de machos que a armadilha Delta confeccionada
com embalagem Tetra Pak® (151,8 cm2 de superfície
adesiva), o que pode estar relacionado com a área de superfície
adesiva, como também foi verificado por Rothschild
& Minks (1977).
Figura 1. Número médio (± EP) de machos
de Grapholita molesta capturados por diferentes modelos de armadilha
iscadas com feromônio sexual sintético durante nove dias (n
= 10). Bento Gonçalves, RS, 2002. Médias seguidas por letras
distintas diferem entre si pelo teste de Tukey (P > 0,05).
Os resultados deste trabalho assemelham-se àqueles de Rothschild
& Minks (1977) que obtiveram capturas de machos de G. molesta
na proporção de 1,5 vezes mais em armadilhas "Wing Trap"
do que o modelo Delta na Austrália. Neste mesmo trabalho, os autores
também verificaram captura 1,3 vezes maior no modelo Sectar I (não
definido) quando comparado a Delta. No Brasil, Carvalho
(1990) avaliou a eficiência de armadilhas iscadas com feromônio
sexual de G. molesta e demonstrou que todos os modelos foram eficientes
na captura de adultos, porém, não apresentou os tipos de
armadilhas utilizados para a realização do trabalho e a proporção
relativa de capturas. Aliniazee (1983), ao avaliar a eficiência dos
tipos de armadilha para o monitoramento de Melissopus latiferreanus
(Walshingham) (Lepidoptera: Tortricidae), também obteve maiores
capturas com o modelo Pherocon IC (= "Wing Trap") quando comparado a Delta.
Knodel
& Agnello (1990) observaram que a armadilha Delta foi mais eficiente
na captura de Choristoneura rosaceana (Harris) (Lepidoptera: Tortricidae)
do que o modelo "Wing Trap". Os autores não observaram diferenças
significativas entre as armadilhas "Wing Trap" e Delta para a captura de
Cydia
pomonella (L.) e Argyrotaenia velutinana (Walker) (Lepidoptera:
Tortricidae). Portanto, a eficiência de um determinado modelo de
armadilha é variável em função da espécie
de inseto, conforme afirmaram Ahmad (1987) e Knodel
& Agnello (1990). Por isso, antes de se estabelecer um programa
de monitoramento, é fundamental conhecer a relação
de captura entre os modelos, visando definir um sistema padronizado que
seja empregado por todos os produtores.
A maior eficiência de captura obtida pelo modelo "Wing Trap" pode
estar relacionada a características de sua estrutura. Por apresentar
aberturas em todas as direções, favorece a formação
da pluma do feromônio (Cardé
& Elkinton 1984), resultando em maior atração dos
machos. De acordo com Michereff et al.
(2000), devido ao conjunto de anteparos típicos de armadilhas
aladas, o modelo Wing Trap também dificulta a saída dos insetos
atraídos pelo feromônio, favorecendo a sua captura na superfície
adesiva.
Além de ser mais eficiente que o modelo Delta avaliado, a armadilha
"Wing Trap" é mais seletiva, capturando menor número de abelhas,
evitando o comprometimento da fauna apícola. Além disso,
demanda menos tempo para limpeza e contagem dos insetos capturados na armadilha
quando comparada a Delta (Knodel & Agnello
1990). Embora essas vantagens sejam observadas, o modelo empregado
pelos produtores no Brasil tem sido a Delta devido à facilidade
de aquisição. Porém, as diferenças nas capturas
observadas entre os modelos devem ser levadas em consideração
ao se estabelecer e/ou adaptar os níveis de controle de G. molesta
obtidos de outros países para as condições brasileiras.
Os resultados de captura indicaram que os machos de G. molesta
não foram atraídos de forma diferenciada (F =1,48;
gl = 4, 95; P > 0,05) pelos comprimentos de onda avaliados (Tabela
1). Por isso, para o monitoramento da praga, deve-se optar pela cor
de armadilha que apresentar menor custo de fabricação.
Tabela 1. Número médio
(± EP) de machos de Grapholita molesta capturados em armadilhas
Delta com diferentes colorações e iscadas com feromônio
sexual sintético durante nove dias (n = 6). Bento Gonçalves,
RS, 2002.
Coloração da armadilha
Número médio de machos/9 dias*
Verde
7,7 ± 0,56
Amarela
6,2 ± 1,87
Branca
6,2 ± 1,64
Vermelha
4,7 ± 1,32
Azul
3,5 ± 1,34
*Médias não diferem significativamente pelo
teste de F (P > 0,05).
Não foram observadas diferenças significativas (F
= 1,40; gl = 4, 95; P > 0,05) entre as alturas de posicionamento
das armadilhas no intervalo de 0,5 a 2,5 m (Tabela 2).
Embora este fator possa interferir na eficiência das armadilhas iscadas
com feromônio sexual (Aliniazee 1983, Ahmad
1987, Bhardwaj & Chander 1992,
Michereff
et
al. 2000) sendo considerado de fundamental importância para
o sucesso na captura de insetos (Cardé
& Elkinton 1984, Vilela &
Della Lucia 1987), informações de outros países
sugerem que para G. molesta, as mesmas devem ser dispostas entre
1 a 4 m acima do nível do solo (Rothschild
& Minks 1977, Rice et al. 1982).
Tabela 2. Número médio
(± EP) de machos de Grapholita molesta capturados em armadilhas
modelo Delta iscadas com feromônio sexual sintético posicionadas
em diferentes alturas em relação ao nível do solo,
durante nove dias (n = 6). Bento Gonçalves, RS, 2002.
Posicionamento da armadilha em relação ao nível
do solo (m)
Número médio de machos/9 dias*
0,5
6,82 ± 2,27
1,0
6,82 ± 2,21
1,5
12,17 ± 5,91
2,0
13,83 ± 4,55
2,5
10,5 ± 2,17
*Médias não diferem significativamente pelo
teste de F (P > 0,05).
O resultado deste trabalho não confirma o de Rothschild
& Minks (1977) que verificaram maior captura de machos da mariposa
oriental em armadilhas posicionadas acima de 2,0 m do nível do solo,
pois até 2,5 m de altura, a diferença do número de
capturas não foi significativa. Dessa forma, a colocação
das armadilhas de monitoramento da mariposa oriental entre 1 e 2 m acima
do nível do solo é a mais adequada do ponto de vista prático,
pois permanece na altura dos monitores.
As capturas em armadilhas iscadas com septos de 120 dias de idade apresentaram
resultados semelhantes (F = 4,95, gl = 7, 95; P > 0,05) a
septos novos (Tabela 3). De acordo com Vilela
& Della Lucia (1987), é esperado que haja um declínio
na captura dos adultos de acordo com a idade dos liberadores, devido à
redução na quantidade de feromônio impregnada no septo,
o que acaba resultando em menor atratividade. No entanto, este comportamento
não foi observado neste trabalho no período avaliado. Os
resultados demonstraram que os liberadores comerciais de G. molesta
disponíveis no Brasil são eficientes na captura da mariposa
oriental por pelo menos 120 dias, superando os 42 dias (6 semanas) recomendado
atualmente (Salles, 1998). Portanto, acredita-se
que com os liberadores comerciais disponíveis no mercado brasileiro
é possível ampliar o período de exposição
destes no campo, sem perder a confiança no monitoramento. Além
disso, os fruticultores podem ter maior economia pela redução
do número de trocas do feromônio sexual nos pomares durante
a safra.
Tabela 3. Número médio
(± EP) de machos de G. molesta capturados em armadilhas iscadas
com duas formulações comerciais do feromônio sexual
sintético durante três dias (n = 4) em função
do tempo de exposição dos septos. Bento Gonçalves,
RS, 2002.
Formulação comercial
Tempo de exposição dos septos (dias)*
0
40
80
120
Isca Tecnologias®
5,5 ± 2,53
5,2 ± 2,32
5,7 ± 3,07
3,7 ± 1,75
Biocontrole®
4,0 ± 1,35
8,7 ± 2,92
7,2 ± 2,39
9,0 ± 6,72
*Médias não diferentes significativamente
para teste F entre as linhas e entre as colunas (P > 0,05).
Agradecimentos À Isca Tecnologias Ltda. e à Biocontrole Métodos
de Controle de Pragas Ltda. pelo fornecimento dos feromônios sexuais
sintéticos e armadilhas de captura.
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Nota: 4 Franca Reggiori. Pesquisadora em Entomologia - Isagro
Ricerca s.r.l., Novara, Itália.
E-mail: freggiori@isagroricerca.it