Monitoramento de Ecdytolopha
aurantiana (Lima) em Laranjeira Valência com Feromônio
Sexual
PEDRO T. YAMAMOTO1, JULIANA P. MOLINA1, MARCOS
R. FELIPPE1, LETÍCIA A. S. NOCITI1
1 Centro de Pesquisas Citrícolas, Fundecitrus,
Av. Dr. Adhemar Pereira de Barros, 201, Vila Melhado, Araraquara, SP, CEP
14.807-040. E-mail: ptyamamoto@fundecitrus.com.br
Monitoring of Ecdytolopha aurantiana (Lima) in Valencia
Sweet Orange with Sexual Pheromone
ABSTRACT - The citrus borer, Ecdytolopha aurantiana (Lima),
is one of the most important citrus pests, because of damage and increase
of citrus production cost. The purpose of this experiment was to evaluate
the possibility of using the sexual pheromone ((E)-8-dodecenyl acetate
and (E)-8-dodecenol) for monitoring E. aurantina, influence
of the climate and the trap colour in the capture of E. aurantiana,
in compare with the standard procedures, and to determine the losses caused
by the pest. The experiment was carried out in a 12-year old Valencia citrus
groves located in Araraquara County, SP. In this grove, four blocks were
chosen and delimited for placing the yellow, red and white traps in compare
to the traditional white trap (Ferocitrus Furão®) kit. The evaluation
consisted of counting the number E. aurantiana adults captured per
trap and the number of attacked fruits per 10 plants randomly chosen in
each block. No statistical difference was observed between trap colors
to capture E. aurantiana. In all blocks, the population of the pest
remained above threshold level (six males/trap/week) in most of the sampling
dates during the experiment. However, no damage was observed because of
low humidity that causes decreasing of female longevity and fecundity.
The correlation analysis between capture and climatic parameters was significant
only with the average temperature. .
KEY WORDS - Citrus Borer, Citrus sinensis, ecology, sampling
RESUMO - O bicho-furão, Ecdytolopha aurantiana
(Lima), é uma das principais pragas dos citros, devido aos prejuízos
causados e ao aumento dos custos de produção. O presente
trabalho teve por objetivo avaliar a viabilidade da utilização
feromônio sexual ((E)-8-dodecenyl acetato e (E)-8-dodecenol)
para monitoramento de E. aurantina, influência do clima e
da coloração das armadilhas na captura de E. aurantiana
em comparação com a armadilha convencionalmente utilizada
e determinar as perdas ocasionadas pelo ataque da praga em pomar de laranjeira
'Valência' O experimento foi realizado no município de Araraquara,
SP, em pomares de laranjeira 'Valência' com 12 anos de idade. Foram
escolhidos e demarcados quatro talhões neste pomar, onde foram instaladas
as armadilhas plásticas de coloração amarela, vermelha
e branca, e a armadilha branca padrão (Ferocitrus Furão®).
As avaliações consistiam em contar e retirar machos adultos
de E. aurantiana por armadilha e número de frutos atacados
em 10 plantas avaliadas aleatoriamente dentro de cada talhão. Não
houve diferença estatística entre as cores da armadilha na
captura de E. aurantiana. Em todos os talhões, a população
da praga permaneceu acima do nível de ação (seis machos/armadilha/semana)
na maioria das datas amostradas no decorrer do experimento. Entretanto,
não houve danos significativos em virtude da baixa umidade relativa,
que provoca diminuição da longevidade e fecundidade das fêmeas.
A análise de correlação entre os dados médios
de coleta, nos quatro talhões amostrados, com os fatores climáticos
foi significativa somente para a temperatura média.
O bicho-furão-dos-citros, Ecdytolopha
aurantiana (Lima), também conhecido como mariposa-das-laranjas,
tornou-se uma das mais importantes pragas da citricultura paulista, devido
aos consideráveis danos causados na produção e ao
montante gasto para o seu controle. Essa praga foi primeiramente constatada
no Estado de São Paulo em 1915 por Bondar (Lima
1945), atacando laranjas. No final da década de 70 e início
da década de 80, já eram observados prejuízos à
citricultura devido ao ataque de E. aurantiana (Nakano
& Soares 1995). A partir do final da década de 1980, essa
praga aumentou muito em importância, atingindo com uma relativa freqüência
o nível de dano econômico nas principais regiões citrícolas
de São Paulo, ocasionando perdas, em alguns locais, de 1,0 (Prates
& Pinto 1991) a 1,5 caixas de laranja por planta (Pinto
1994). A causa do aumento populacional de E. aurantiana pode
estar relacionada com o desequilíbrio do ecossistema, devido ao
uso indiscriminado de produtos químicos, condições
climáticas favoráveis e a longa permanência dos frutos
nos pomares antes do processamento na indústria (Garcia
et
al. 1998).
O ciclo de vida do bicho-furão é de 32 a 60 dias dependendo
da temperatura e maturação dos frutos (Garcia
1998). A postura é efetuada isoladamente na superfície
dos frutos, e o período de incubação é de 3
a 5 dias (Pinto 1994, 1995,
Garcia
et
al. 1998).
A lagarta recém-eclodida é de coloração
marrom-clara, com cerca de 5 mm de comprimento, atingindo de 15 a 18 mm
quando completamente desenvolvida (Prates &
Pinto 1988, 1991). Segundo Nakano
& Soares (1995), a lagarta passa por quatro ínstares antes
de se transformar em pupa, o que ocorre em 25 dias. Terminado o período
larval, a lagarta abandona o fruto e procura um abrigo (folhas e detritos
secos), penetrando no solo para se transformar em pupa, que é de
coloração marrom e atinge cerca de 10 mm de comprimento.
O período pupal é de 15 a 20 dias, dependendo da temperatura
(Prates & Pinto 1991, Pinto
1994, Nakano & Soares 1995). Entretanto,
lagartas criadas em laranja Pêra e Natal, esta fase foi respectivamente
de 9,61 ± 0,20 e 9,56 ± 0,20 (Garcia
1998). Já em dieta artificial, o mesmo autor constatou que o
período pupal foi de aproximadamente 11,5 dias.
Os adultos de E. aurantiana são microlepidópteros
com cerca de 18 mm de envergadura, de hábito noturno, possuindo
coloração escura, salpicada por pequenas manchas esbranquiçadas
e raramente são observadas no pomar, porque procuram confundir-se
com os troncos ou ramos internos das plantas, onde permanecem em repouso
durante o dia (Garcia 1998).
Até o final do século 20, o monitoramento baseava-se na
observação de frutos atacados na planta (Gravena
1998), o que não evitava os danos aos frutos e perdas de produção,
induzindo, em muitos casos, o uso desnecessário de produtos químicos.
Segundo Garcia (1998), os levantamentos populacionais
devem ser feitos baseando-se na população de adultos, pois
quando se inicia o controle onde já existem frutos atacados, é
muito difícil conseguir bons níveis de controle. O uso do
feromônio sexual é um instrumento muito útil para quantificação
da população de E. aurantiana, já que os adultos
dificilmente são observados nos pomares. Em 2001, o feromônio
sexual da espécie foi identificado e sintetizado, passando a ser
utilizado para monitoramento desta praga (Leal
et
al. 2001).
O presente trabalho teve por objetivo avaliar a viabilidade da utilização
feromônio para monitoramento de E. aurantina, influência
do clima e da coloração das armadilhas na captura de E.
aurantiana em comparação com a convencionalmente utilizada
(Ferocitrus Furão®) e determinar as perdas ocasionadas pelo
ataque da praga, em pomar de laranjeira 'Valência'
Material e Métodos O experimento foi realizado na Fazenda Oxford, localizada no Município
de Araraquara, SP, em pomares de laranjeira 'Valência' enxertada
sobre limoeiro 'Cravo' com 12 anos de idade.
Foram escolhidos e demarcados quatro talhões de laranjeira 'Valência'
(identificados como talhões 108, 112, 115 e 119), onde foram instaladas
as armadilhas plásticas modelo 'Delta' de coloração
amarela, vermelha e branca, e a armadilha branca padrão vendida
com o kit Ferocitrus Furão® (Fuji Flavor Co., Ltd., Tóquio,
Japão).
Cada conjunto, armadilha mais feromônio [(E)-8-dodecenyl
acetato e (E)-8-dodecenol], foi distribuído em um talhão
de 3.000 a 3.500 plantas, correspondente a aproximadamente 10 ha, considerando-se
o raio de ação do feromônio de 350 m (Bento
et
al. 2001). As armadilhas foram instaladas no centro do talhão
e no terço superior da planta, pois a cópula do bicho-furão
ocorre unicamente nesta parte da planta cítrica (Bento
et
al. 2001).
O feromônio foi trocado a cada 30 dias após a sua instalação
inicial conforme Bento et al. (2001),
para todos os tratamentos. No caso do conjunto padrão trocou-se
também a armadilha, já para as armadilhas plásticas,
somente o fundo removível foi trocado. Realizou-se o rodízio
das armadilhas, das diferentes colorações, nos diferentes
talhões em estudo, sendo que ao final do monitoramento, cada armadilha
permaneceu por um período de dois meses em cada um. Ao longo do
experimento não foi realizado nenhum tipo de controle químico
específico para o bicho-furão.
Definida a posição de cada conjunto nos diferentes talhões,
as avaliações foram realizadas semanalmente, com início
em 28 de agosto de 2002. As avaliações consistiram na quantificação
do número de machos de E. aurantiana capturados por armadilha.
Após cada avaliação os insetos foram retirados da
armadilha, com uso de espátula. Semanalmente, quantificou-se o número
de frutos atacados em 10 plantas avaliadas aleatoriamente dentro de cada
talhão. Nessas avaliações foram considerados frutos
atacados encontrados na própria planta e no chão.
Os dados climáticos foram obtidos na Fazenda Maringá,
localizada ~5 km do local de experimento. Todas as análises estatísticas
foram realizadas com o programa SAS Institute (1996). A comparação
de médias foi realizada pelo teste de Tukey a
= 0,05.
Resultados e Discussão Todas as armadilhas com feromônio, independente da coloração,
capturaram machos de E. aurantiana em todo o período de levantamento
populacional (Fig. 1). Apesar de não ser um
inseto atraído pela cor, devido ao hábito crepuscular (Garcia
1998, Bento et al. 2001), capturou-se
um maior número de adultos na armadilha de coloração
amarela, seguida pelas armadilhas branca padrão, vermelha e branca,
entretanto não houve diferença estatística(F
= 1,93; gl= 3, 60; P > 0,05) (Tabela 1).
Figura 1. Número de machos adultos de E. aurantiana
capturados em armadilhas de diferentes colorações com o uso
de feromônio em laranjeira Valência.
Tabela 1. Comparação
de cor de armadilhas utilizada com feromônio na atração
e captura de adultos de E. aurantiana.
Cor de Armadilha
Número médio de E. auratiana capturado1
Amarela
7,00 a
Branca
4,19 a
Vermelha
4,88 a
Branca Padrão
6,00 a
Teste F
1,93ns
DMS (5%)
3,37
1 Médias seguidas de mesma letra não diferem
entre si pelo teste de Tukey (P < 0,05).
Considerando-se o nível de ação de seis machos
por armadilha (Bento et al. 2001),
constatou-se que na armadilha amarela, em várias datas, a população
permaneceu acima do nível de ação, enquanto que nas
demais foi atingido somente em algumas datas de avaliação
(Fig. 1).
Comparando-se os talhões quanto à captura, constatou-se
um maior número de adultos no talhão 112, seguido pelos 108,
119 e 115, com respectivamente 109, 100, 88 e 63 machos capturados durante
o período (Tabela 2). No talhão 112,
a partir de 25 de setembro a população foi crescente com
níveis superiores ao recomendado para tomada de decisão de
controle (Fig. 2). No talhão 108, a população,
no maior período de levantamento, manteve-se acima do nível
de ação, com picos populacionais em 18 de setembro e 9 de
outubro, datas em que foram capturados número igual ou superior
a 10 machos/armadilha. O talhão 119 apresentou aumento populacional
a partir de 25 de setembro, entretanto, ao contrário do talhão
112, apresentou uma população decrescente a partir de 9 de
outubro (Fig. 2).
Figura 2. Número médio de frutos danificados e
de machos adultos de E. aurantiana capturados com o uso de feromônio
nos diferentes talhões de laranjeira Valência amostrados.
A população no talhão 115 foi inferior ao dos demais
talhões, sendo que na maioria do período de levantamento
a população permaneceu em níveis abaixo do recomendado
para controle, com exceção da data de 21 de agosto, em que
foram capturados 9 machos adultos por armadilha e 27 novembro com 14 adultos
por armadilha (Fig. 2).
O número de frutos atacados no talhão 115, onde foi capturado
um menor número de adultos (Tabela 2), foi baixo
(Fig. 2). Já nos demais talhões, houve
um pico de frutos danificados em 16 de outubro, provavelmente decorrente
do aumento populacional ocorrido após 2 de outubro (Fig.
2). Quando o controle é realizado ao nível de ação,
dados obtidos por Bento et al. (2001)
e Carvalho (2003) indicaram que a perda é
de 0,6 e 1,0 fruta por planta. Entretanto, nesse trabalho, mesmo com níveis
populacionais acima do indicado para controle, os danos foram pouco superiores
ao obtidos pelos autores, variando de 1,9 a 2,4 frutos danificados por
planta (Tabela 2).
Tabela 2. Número total
de frutos/planta, peso médio dos frutos, número de frutos/caixa
e número médio de frutos danificados, e totais de machos
capturados em laranjeira Valência no período entre agosto
a dezembro de 2002.
Parâmetros analisados
Talhões amostrados
115
112
119
108
Número médio de frutos/planta
673,5±85,8
387,1±126,6
562,2±121,0
620,5±136,0
Peso médio dos frutos (g)
171,5±7,3
150,9±10,4
161,8±6,1
175,3±13,0
Número médio de frutos/caixa
243,1±8,6
288,1±18,5
256,5±8,1
239,9±10,2
Número total de frutos danificados/planta
2,0±0,1
1,9±0,1
2,4±0,1
3,2±0,2
% de frutos danificados
0,3
0,8
0,4
0,3
Total de machos capturados
63
109
88
100
Apesar da ocorrência de frutos danificados, esse número,
em relação ao montante produzido pela laranjeira, foi baixo,
sempre inferior a 1% de frutos danificados por planta (Tabela
2). O fato para esse baixo dano aos frutos está relacionado
à umidade relativa. Através desses dados fica evidente que
a baixa umidade relativa, com níveis inferiores a 60%, principalmente
em outubro (Fig. 3), ocasionada pela falta de chuva
(Fig. 4), exerceu grande influência sobre a população
de E. aurantiana, prejudicando significativamente o desenvolvimento populacional
da praga. Garcia (1998) constatou que em umidade
relativa fixa de 30%, as fêmeas não ovipositam e em umidade
relativa de 50%, a oviposição é de 2 a 3 vezes menor
quando comparada com as fêmeas mantidas em UR mais elevadas. Além
disso, umidades relativas baixas, inferiores a 50%, diminuem a sobrevivência
de adultos, tanto machos como fêmeas. Entretanto, apesar da redução
da viabilidade de ovos para 80,8% em UR de 30%, Garcia
(1998) constatou que os ovos são resistentes à dessecação,
e posteriormente à eclosão, as lagartas penetraram nos frutos
independente da UR.
Figura 3. Umidade relativa e temperatura (máxima e mínima)
da região no período entre agosto a dezembro de 2002.
Figura 4. Precipitação pluviométrica (mm)
da região no período entre agosto a dezembro de 2002.
A análise de correlação entre os dados médios
de coleta, nos quatro talhões amostrados, com os fatores climáticos
(temperaturas mínima e máxima, umidade relativa e precipitação),
foi significativa somente para a temperatura média (Fig.
5). Com o aumento da temperatura, houve uma maior captura do bicho-furão.
Garcia
(1998) observou que os ataques se intensificam no começo das
chuvas e prolonga-se até março, sendo mais intenso nos meses
de fevereiro e março, provavelmente devido a maior temperatura e
umidade relativa, ocasionada pelas chuvas (Prates
& Pinto 1991, Prates 1992).
Figura 5. Correlação temperatura media (oC)
e número médio de machos capturados de E. aurantiana em laranjeira
Valência monitorado com feromônio sexual.
Os dados de correlação entre a UR e a população
de adultos evidenciam que, apesar da influência da UR na sobrevivência
e oviposição, esta não teve influência na mortalidade
de pupas e emergência de adultos, pois houve uma constante captura
de machos. Portanto, aquelas pupas que estavam no solo permaneceram vivas
e emergiram periodicamente e foram capturadas na armadilha, mesmo no período
de baixa UR. Da mesma forma, as lagartas que estavam no interior dos frutos
permaneceram vivas e completaram seu ciclo de vida. Parra
et
al. (2005) relatam que, assim como a UR, a umidade do solo também
é importante para o desenvolvimento do inseto. Solos com umidade
intermediária são os mais favoráveis para a emergência
dos adultos.
Antes da identificação e síntese do feromônio,
o controle de E. auratiana baseava-se na quantificação
de frutos atacados nas plantas (Gravena 1998).
Contudo, esta metodologia de amostragem não evitava os danos e causava,
em muitas situações, prejuízos aos produtores de até
1,5 caixas de 40,8 kg por planta (Pinto 1994).
A utilização de feromônio sexual para monitoramento
do bicho-furão por outro lado propiciou a racionalização
do controle da praga, pois possibilita a constatação de sua
presença antes mesma do início de postura, determinado dessa
maneira o momento exato para o seu controle, antes de provocar os danos.
Outra possibilidade que se vislumbra com o monitoramento com feromônio
é a utilização de inseticidas mais seletivos aos inimigos
naturais, tais como reguladores de crescimento de insetos e inseticidas
biológicos (Gravena 1998). Como esses
precisam ser ingeridos para que cause mortalidade à lagarta do bicho-furão,
com os dados de população de machos, cuja relação
macho:fêmea é de cerca de 1:1 (Garcia
& Parra 1998), e da biologia do inseto (Garcia
1988), pode-se planejar a aplicação dos inseticidas no
momento ou próximo à eclosão das lagartas e com isso
obter um eficiente controle, que até então não vinha
acontecendo devido à época incorreta de aplicação,
que na maioria das vezes era realizada após a penetração
das lagartas (Garcia et al. 1998).
Entretanto, em virtude dos baixos danos provocados nos períodos
de baixa umidade relativa do ar, deve-se monitorar a UR durante todo o
ano e nos períodos que está decresce acentuadamente, postergar
o controle de E. aurantiana mesmo quando for atingido o nível
de ação. Por outro lado, devem ser realizados novos estudos
para adequar o nível de ação e/ou estratégias
para o controle nesses períodos, de modo a racionalizar as aplicações
de inseticidas, e conseqüentemente diminuir os custos de produção,
evitar a contaminação do ambiente e desequilibro biológico.
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