1Bolsista PIBIC/CNPq/UFRPE, Departamento de Agronomia/Fitossanidade,
Universidade Federal Rural de Pernambuco, Av. Dom Manuel de Medeiros s/n,
Dois Irmãos, CEP: 52171-900, Recife-PE. E-mail: betobelo@gmail.com 2Professor Titular, UFRPE, Departamento de Agronomia/Fitossanidade,
Universidade Federal Rural de Pernambuco, Av. Dom Manuel de Medeiros s/n,
Dois Irmãos, CEP: 52171-900, Recife-PE. E-mail: vargasoliveira@uol.com.br 3Professor Adjunto, UFRPE, Departamento de Agronomia/Fitossanidade,
Universidade Federal Rural de Pernambuco, Av. Dom Manuel de Medeiros s/n,
Dois Irmãos, CEP: 52171-900, Recife-PE. E-mail: mguedes@depa.ufrpe.br
Acaricide Toxicity on Different Life Stages of Tetranychus urticae
Koch (Acari: Tetranychidae) in Papaya
ABSTRACT - The two-spotted spider mite, Tetranychus urticae
Koch
(Acari: Tetranychidae), is one of the most important pests of papaya in
Brazil. It causes leaf yellowing, necrosis, and leaf drop, reducing the
papaya yield. In the present work, the effects of the acaricides
fenpyroximate (50 g.L-1), lufenuron (50 g.L-1), tetradifon
(80 g.L-1), azocyclotin (500 g.L-1), carbosulfan
(200 g.L-1), dicofol (185 g.L-1), sulfur (800 g.kg-1),
and chlorfenapyr (240 g.L-1) on eggs viability and adult female
were tested at the 25, 50, and 75% ratios of recommended dosages from the
commercial formulations. The effects of these acaricides at 75% ratio on
the immature forms (larvae, protonymphs, deutonymphs) were evaluated also.
Leaf discs (d (ø) = 3.5 cm), with 30 eggs each, were dipped into
the respective treatments and distilled water (control) for 5 sec. All
treatments were left to dry at room temperature for 30 min. For effects
on adults, leaf discs were infested with 15 females each. Egg viability
was determined after counting the number of living larvae at 96h after
disc treatment. Adult mortality was evaluated after 72h of infestation
and individuals were considered dead if they did not move when prodded
with a fine pointed brush. The same method was applied to the active immature
forms. The acaricides tetradifon, dicofol, and fenpyroximate were the most
efficient in the control of eggs, while dicofol and azocyclotin were most
efficient to control adult females. For the immature forms, activities
of azocyclotin, chlorfenapyr, fenpyroximate, dicofol, and tetradifon are
highlighted.
KEYWORDS - Chemical control, phytophagous mite, tropical fruit.
RESUMO - O ácaro rajado, Tetranychus urticae Koch (Acari:
Tetranychidae), é uma das pragas mais importantes do mamoeiro no
Brasil, provocando amarelecimento, necrose, queda de folhas e redução
da produtividade. Neste trabalho testou-se a toxicidade dos acaricidas
fenpyroximate (50 g.L-1), lufenuron (50 g.L-1), tetradifon
(80 g.L-1), azocyclotin (500 g.L-1), carbosulfan
(200 g.L-1), dicofol (185 g.L-1); enxofre elementar
(800 g.kg-1) e chlorfenapyr (240 g.L-1 i.a.) a 25,
50 e 75% das dosagens comerciais recomendadas, na mortalidade de ovos e
fêmeas adultas do ácaro rajado (coloração vermelha).
Avaliou-se, também, a toxicidade dos mesmos acaricidas a 75% sobre
as formas imaturas (larva, protoninfa e deutoninfa). Discos de folhas de
mamoeiro com 3,5 cm de diâmetro, contendo 30 ovos cada foram imersos
nas respectivas caldas e na testemunha (água destilada) durante
cinco segundos, e secos à temperatura ambiente por 30 minutos. A
viabilidade dos ovos foi determinada com 96h após a aplicação
dos produtos, com base no número de larvas vivas eclodidas. Na avaliação
da toxicidade sobre adultos, discos de folhas foram infestados com 15 fêmeas
cada. A mortalidade foi avaliada com 72h após a aplicação,
sendo considerados mortos os ácaros que não se moviam, vigorosamente,
após um leve toque com pincel de pêlo fino. No controle de
formas imaturas, utilizou-se a mesma metodologia empregada no experimento
com adultos. Os acaricidas tetradifon, dicofol e fenpyroximate foram os
mais eficientes no controle de ovos, e dicofol e azocyclotin no controle
de fêmeas adultas. Para as formas jovens destacaram-se azocyclotin,
chlorfenapyr, fenpyroximate, dicofol e tetradifon.
O mamoeiro Carica papaya L, cultura nativa da América
Tropical (Simão 1998), produziu no Brasil em 2006, 1.897,639 toneladas
de frutos, para uma área plantada de 37.060 ha (IBGE 2008).
Dentre as pragas que ocorrem no mamoeiro, os ácaros são
muito importantes em diferentes regiões produtoras. Provocam deformações
e queda prematura das folhas, lesões nos frutos e redução
do vigor das plantas (Oliveira 1988). O ácaro rajado, Tetranychus
urticae Koch (Acari: Tetranychidae), desenvolve-se na face abaxial
da folha, geralmente as mais velhas da planta, entre as nervuras mais próximas
do pecíolo. A infestação é favorecida nos meses
mais secos e quentes do ano (Martins & Marin 1998). Silva et al.
(1985) estudaram a biologia do ácaro rajado em algodoeiro, cultivar
IAC-19 (temperatura de 24 a 26oC, umidade relativa de 52 a 62% e fotofase
de 14h), obtendo os seguintes resultados: durações das fases
de ovo 4,9 dias, larva 1,8 dias, protoninfa 1,6 dias, deutoninfa 2,0 dias
e período de ovo a adulto de 10,8 dias para fêmeas e 10,5
para machos.
Diversos acaricidas de grupos químicos distintos têm sido
utilizados como uma opção muito eficaz na redução
da infestação de formas imaturas e adultas do ácaro
rajado, como o dicofol (Stark et al. 1997, Stark & Banken 1999),
bifenthrina (Martins et al. 1990, Yang et al. 2001), propargite
(Kabir & Chapman 1997), diafentiuron e abamectina (Aguiar et al.
1993)
e fenpropatrina, etoxazole e propargite (Ashley et al. 2006).
A ocorrência de resistência tem sido um dos maiores problemas
no controle do ácaro rajado com acaricidas, dificultando enormemente
a sua recomendação aos produtores (Souza Filho et al.
1994).
Assim, torna-se necessário a adoção de estratégias
que evitem a seleção de populações resistentes,
a exemplo da rotação de produtos que não apresentem
resistência cruzada positiva (Sato et al. 2004; Kim et
al. 2004).
O objetivo deste trabalho foi avaliar a toxicidade de acaricidas na
mortalidade de ovos, formas imaturas e fêmeas adultas de ácaro
rajado, procedentes de mamoeiro, em condições de laboratório.
Material e Métodos
Os experimentos foram conduzidos no laboratório de Entomologia
Agrícola da Área de Fitossanidade da Universidade Federal
Rural de Pernambuco (UFRPE), com registro diário de temperatura
e umidade relativa. A fotofase foi de 12h.
Criação do Ácaro Rajado. A população
desta praga foi obtida em folhas de mamoeiro tipo Solo, sem aplicação
de acaricidas, coletadas no campus da UFRPE, em 2001. Discos de folhas
de mamoeiro de 3,5 cm de diâmetro, cultivar do tipo Solo, foram infestadas
com fêmeas adultas dessa praga, obtidas da criação
em laboratório, utilizando-se pincel de pêlo fino. Os discos
foram dispostos em papel de filtro sobre espuma umedecida, no interior
de placas de Petri. As espumas foram umedecidas, diariamente, e os discos
trocados a cada três dias. Esse procedimento foi repetido durante
várias gerações da praga.
Acaricidas Utilizados. Foram testados os acaricidas fenpyroximate
(fenpyroximate) (Ortus SC 50 g.L-1, 12,5; 25 e 37,5 mg.L-1),
lufenuron (lufenuron) (Match CE 50 g.L-1 9,5; 18,5
e 28 mg.L-1), tetradifon (tetradifon) (Tedion CE 80 g.L-1,
60; 120 e 180 mg.L-1), azocyclotin (azocyclotin) (Caligur
SC 500 g.L-1, 60; 125 e 185 mg.L-1), carbosulfan
(carbosulfan) (Marshal SC 200 g.L-1, 24; 50 e 74 mg.L-1),
dicofol (dicofol) (Dicofol CE 185 g.L-1, 92,5; 185 e
277,5 mg.L-1), enxofre elementar (sulfur) (Kumulus DF
800 g.kg-1, 800; 1600 e 2400 mg.L-1) e chlorfenapyr
(chlorfenapyr) (Pirate SC 240 g.L-1, 28,8; 60 e
88,8 mg.L-1) (AGROFIT 2008), correspondentes a 25, 50 e 75%
das dosagens comerciais recomendadas, respectivamente, adotando-se
um volume de calda de 400 L.ha-1.
Toxicidade dos Acaricidas Sobre Ovos de Ácaro Rajado.
Discos de folhas de mamoeiro com 3,5 cm de diâmetro foram infestados
com 10 fêmeas adultas do ácaro rajado para oviposição
durante 24 h. Em seguida, foram separados 30 ovos em cada disco, os quais
foram imersos nas respectivas caldas dos acaricidas ou em água destilada
(testemunha), sob leve agitação, durante cinco segundos e
secos à temperatura ambiente por 30 minutos. Os discos foram postos
sobre papel de filtro, sobrepostos a uma esponja saturada em água,
no interior de bandejas plásticas. Utilizou-se o delineamento experimental
inteiramente casualizado no esquema fatorial, constando de nove tratamentos,
três concentrações e quatro repetições.
A viabilidade dos ovos foi avaliada com 96 h após a aplicação
dos acaricidas, com base no número de larvas eclodidas. Os resultados
foram submetidos à análise de variância e as médias
comparadas pelo teste de Tukey (P 0,05), através do programa computacional
SANEST 3.0 (Zonta et al. 1986).
Toxicidade de Acaricidas Sobre Formas Imaturas do Ácaro Rajado.
Discos de folhas de mamoeiro foram infestados com 20 fêmeas adultas
do ácaro rajado para oviposição durante seis horas.
Em seguida, as fêmeas foram retiradas para utilização
de ovos com idade conhecida. Quando os ácaros atingiram o estágio
desejado (larva, protoninfa e deutoninfa) foram retirados para montagem
dos experimentos individuais. Os discos foram imersos nas caldas dos acaricidas,
segundo a metodologia usada no experimento com ovos, e infestados com 15
larvas, protoninfas e/ou deutoninfas, em experimentos distintos. Os acaricidas
foram testados a 75% das dosagens comerciais recomendadas, suficientes
para causar mortalidade elevada da população dos ácaros
na fase adulta. A mortalidade foi avaliada 30 h após a infestação
(tempo necessário para mudança de estágio), sendo
considerados mortos os ácaros que não mudaram de estágio
ou que não se moviam vigorosamente, após um leve toque com
um pincel de pêlo fino. Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente
casualizado, constando de nove tratamentos e quatro repetições.
Os resultados foram submetidos à analise de variância e as
médias comparadas pelo teste de Tukey (P 0,05), através
do programa computacional SANEST 3.0 (Zonta et al. 1986).
Toxicidade de Acaricidas Sobre Fêmeas Adultas do Ácaro
Rajado. Cada disco de folha de mamoeiro foi imerso, segundo a metodologia
utilizada no experimento com ovos, e infestados com 15 fêmeas adultas
do ácaro rajado. Avaliou-se a mortalidade após 72 h da infestação,
sendo considerados mortos os ácaros que não se moviam, vigorosamente,
após um leve toque com pincel de pêlo fino. Utilizou-se o
delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial,
constando de nove tratamentos, três concentrações e
quatro repetições. Os resultados foram submetidos à
análise de variância e as médias comparadas pelo teste
de Tukey (P 0,05), através do programa computacional SANEST 3.0
(Zonta et al. 1986).
Resultados e Discussão
Os acaricidas tetradifon e chlorfenapyr causaram 100% de inviabilidade
dos ovos do ácaro rajado a 25, 50 e 75% das dosagens comerciais
recomendadas, enquanto a mortalidade causada por dicofol foi de 100%, 96,66
e 100%, respectivamente (Tabela 1). O desempenho de
fenpyroximate foi superior a 84% em todas as concentrações,
e do azocyclotin variou entre 75 a 85,83%. A eficácia do enxofre
elementar foi relativamente baixa, variando entre 15,83 a 29,16%, e os
acaricidas lufenuron e carbosulfan não foram efetivos em nenhuma
das dosagens testadas.
Tabela 1. Percentagem da inviabilidade
(Média ± EP) de ovos de T. urticae após 96h
da aplicação de acaricidas, em discos de folha de mamoeiro
tratados com 25, 50 e 75% das dosagens comercias recomendadas. Temperatura:
27±1,4 ºC; UR: 55±6,3%; Fotofase: 12h.
O efeito ovicida é uma propriedade relevante de um acaricida
para a utilização em programas de manejo integrado de ácaros-praga,
pois o mesmo controlando o estágio inicial de desenvolvimento, reduzindo
ou inviabilizando a eclosão das larvas e, conseqüentemente,
as injúrias e os danos causados às plantas. Os acaricidas
dicofol, dimetoato, monocrotophos e propargite provocaram mortalidades
de ovos do ácaro rajado de 100, 95,66, 98,68 e 100% respectivamente
(Kumar & Singh 2004), e dicofol, mortalidade de 100% (Albuquerque et
al. 2003). Os acaricidas etoxazole e propargite apresentaram eficiência
de 100% no controle de ovos do ácaro rajado em amendoim (Ashley
et
al. 2006).
Azocyclotin, chlorfenapyr, fenpyroximate, tetradifon e dicofol foram
os acaricidas mais eficientes no controle de larvas, protoninfas e deutoninfas
do ácaro rajado, como mortalidade variando entre 93,33 a 100%, seguidos
por enxofre elementar, carbosulfan e lufenuron (Tabela
2). Um determinado acaricida que apresente alta toxicidade para as
formas móveis dos ácaros também é de grande
importância para o manejo de ácaros fitófagos, pois
aqueles que sobreviverem ao tratamento dos ovos serão mortos durante
as fases do seu crescimento. Stark et al. (1997) obtiveram maior
toxicidade de dicofol para adultos, em relação às
formas imaturas do ácaro rajado, com CLs50 de 39,9 e
78,6 ppm, respectivamente. O tratamento de ovos, larvas, protoninfas e
deutoninfas do ácaro rajado com o acaricida tebufenpyrad causou
mortalidade maior ou igual a 90% e reduziu, significativamente, a taxa
intrínsica de aumento em fêmeas sobreviventes (Marcic 2005).
Tabela 2. Mortalidade (Média
± EP) de formas imaturas ativas de T. urticae após 30h da
aplicação de acaricidas, em discos de folha de mamoeiro tratados
com 75% da dosagem comercial recomendada. Temperatura: 25,3±5,9ºC;
UR: 79,4±4,7%; Fotofase: 12h.
Azocyclotin e dicofol causaram mortalidade superior a 95% em fêmeas
adultas nas três concentrações utilizadas (Tabela
3). As eficiências de enxofre elementar e fenpyroximate aumentaram
diretamente com a dosagem utilizada, enquanto tetradifon, carbosulfan e
lufenuron não foram eficientes.
Tabela 3. Percentagem de mortalidade
(Média ± EP) acumulada de fêmeas adultas de T. urticae
após 72h da aplicação de acaricidas, em discos de
folha de mamoeiro tratados com 25, 50 e 75% das dosagens comercias recomendadas.
Temperatura: 27±1,4ºC; UR: 55±6,3%; Fotofase: 12h.
Ramalho et al. (1986) comprovaram que Dicofol 40 ED, bico azul, aplicado
com pulverizador electrodyn, entre as linhas do algodoeiro, 10 cm acima
dos ponteiros das plantas, foi eficiente no controle do ácaro rajado
em algodoeiro, concordando com os resultados aqui obtidos. Para o controle
dessa praga em algodoeiro, Degrande (1998) recomendou a pulverização
das plantas com os acaricidas dicofol (Dicofol 185 CE – 4,0 l/ha); propargite
(Omite 720 CE – 1,5 l/ha); tetradifon (Tedion 80CE – 3,0 l/ha) e abamectina
(Vertimec 18 CE – 0,6 l/ha), quando for atingido o nível de ação
de 10% de folhas infestadas. Como medidas complementares destacou a importância
de controlar as reboleiras, bem como em cerca de 15m ao redor, visando
eliminar o foco inicial, permitindo, desse modo, um controle eficiente
e de baixo custo. Para eliminar os focos de infestação, recomendou,
também, a destruição das plantas hospedeiras (amendoim,
feijão, quiabo, mamão, mandioca e tomate) próximas
à lavoura. Em morangueiro, clorfenapyr causou 100% de mortalidade
de fêmeas adultas do ácaro rajado, enquanto a mortalidade
provocada por abamectin e propargite foi superior a 80%. Por outro lado,
enxofre, fempropatrim e dimetoato não foram eficientes (Sato et
al. 2002).
Para o controle do ácaro rajado, o manejo de acaricidas é
de fundamental importância, visando evitar a seleção
de populações resistentes. De acordo com Omoto (2003), são
sugeridas como estratégias de manejo da resistência, a rotação
de acaricidas com modos de ação diferentes, mistura de acaricidas
e uso de sinergistas. Sato et al. (2005), estudando aspectos da
resistência de acaricidas ao ácaro rajado, não detectou
resistência cruzada entre abamectin e os acaricidas fenpyroximate,
cyhexatin, propargite e dimetoato. No entanto, populações
artificialmente selecionadas com fenpyroximate apresentaram resistência
cruzada positiva com pyridaben e dimetoato e ausência de resistência
com abamectina, milbemectin, fenpropathrin e cyhexatin (Sato et al.
2004).
Assim, para o manejo do ácaro rajado, a abundância de inimigos
naturais no campo é muito relevante para diminuir a freqüência
de aplicação de acaricidas, contribuindo para retardar a
evolução da resistência desta praga.
Observou-se, no presente trabalho, que azocyclotin provocou uma leve
fitotoxicidade, caracterizada por pequenas manchas marrons, nos discos
de folha do mamoeiro, a 75% da dosagem recomendada. Vieira et al.
(2003) verificaram fitotoxicidade em mamoeiro (pequenas lesões e
queimaduras foliares) causada pela associação de abamectina
(Vertimec 18 CE) com thiabendazole (Tecto 450) ou oxicloreto de cobre (Reconil).
Os autores, ainda, sugeriram a necessidade de estudos sobre fitoxicidade
dos agrotóxicos recomendados para o controle de pragas e doenças
do mamoeiro no Brasil.
Os acaricidas tetradifon, dicofol, chlorfenapyr e fenpyroximate apresentaram
efeito ovicida significativo, enquanto azocyclotin, chlorfenapyr, fenpyroximate,
tetradifon e dicofol se destacaram no controle de ovos, larvas, protoninfas
e deutoninfas; azocyclotin, dicofol, chlorfenapyr, enxofre elementar e
fenpyroximate foram mais eficientes no controle de fêmeas adultas
do ácaro rajado. Esses resultados podem ser aproveitados no estabelecimento
de programas de manejo integrado do ácaro rajado em mamoeiro, envolvendo
acaricidas químicos.
Agradecimentos
Ao CNPq pela concessão da bolsa de iniciação científica,
e ao Professor da UFRPE Herbert Siqueira pela ajuda na confecção
do abstract.
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